Apoio a afastamento imediato de Trump da presidência aumenta nos EUA

Vários assessores próximos de Trump pediram demissão nas últimas 24 horas – conselheiros e oficiais importantes. Senadores do Partido Republicano, fiéis a Trump por quatro anos, agora rompem com ele. Políticos americanos exigem afastamento imediato do Presidente Donald Trump
Nas últimas 24 horas, aumentou nos Estados Unidos a pressão pelo afastamento imediato do presidente Donald Trump, mesmo faltando menos de duas semanas para o fim do mandato dele.
Pelo menos 100 congressistas pedem que Donald Trump seja removido do cargo. Chuck Schumer, líder dos democratas e futuro líder da maioria no Senado, disse que foram as palavras e mentiras de Trump que incitaram a violência. Que é, em grande parte, responsabilidade dele e sua vergonha eterna.
Em um comunicado, pediu para que Trump seja retirado do cargo imediatamente. Disse que o jeito mais fácil é usar a 25ª emenda da Constituição.
Funcionários do governo já conversam internamente sobre usar essa emenda pra tirar Trump do poder a duas semanas do fim do mandato. Ela diz que se um presidente se torna incapaz de fazer seu trabalho, ele pode ser forçadamente removido do cargo e o vice-presidente assume. Para que isso aconteça, o vice-presidente, Mike Pence, precisa concordar e também a maior parte dos ministros de Trump.
O presidente até poderia recorrer, mas a menos de duas semanas do fim do mandato, dificilmente recuperaria o cargo.
Na tarde desta quinta (7), o primeiro integrante do partido de Trump citou publicamente a intenção de remover o presidente do cargo usando essa emenda. Adam Kinzinger está ao centro do partido e é crítico frequente de Trump. Ele disse: “O presidente causou isso tudo. O presidente é incapaz e não está bem. O presidente agora deve renunciar voluntária ou involuntariamente”.
A presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, pediu que o vice-presidente tome a atitude e remova o presidente Trump do cargo, e avisou que se ele não fizer isso, os democratas podem começar um processo de impeachment na Câmara. Ela disse: “Trump é mortal para a democracia e para o povo americano”.
A manobra é perigosa para um país em que a força das milícias atinge proporções jamais vistas. Donald Trump é o primeiro presidente apoiado por elas.
Para restringir a capacidade de Trump de incitar a violência, as mídias redes sociais Twitter, Instagram e Facebook o bloquearam temporariamente. Mark Zuckerberg, criador do Facebook, disse que os riscos de manter a conta de Trump são muito altos e por isso ela está suspenso pelo menos até o fim de seu mandato.
Trump teve que usar a conta de um assessor para publicar o seguinte comunicado na manhã desta quinta: “Apesar de eu discordar totalmente do resultado da eleição, e os fatos me dão suporte, vai haver uma transição ordeira no dia 20. Eu sempre disse que continuaríamos a luta para que apenas votos legais fossem contados. Ao mesmo tempo que esse momento representa o fim do maior primeiro mandato da história presidencial, é apenas o começo da nossa luta para fazer a América grande de novo”.
Os fatos mostram que Trump obteve menos votos legais do que o adversário no colégio eleitoral e na contagem geral. Perdeu a eleição. Senadores do Partido Republicano, fiéis a Trump por quatro anos, agora rompem com ele.
Na quarta, bem na hora da confusão, foi o líder do Senado, Mitch McConnell, que pediu que Trump respeitasse as regras da democracia. Nesta quinta, ele disse que foi uma insurreição malsucedida. Que tentaram desfazer a democracia, mas que falharam.
Depois, o senador Lindsey Graham, quando a sessão foi retomada, disse: “Não conte comigo! Já foi o suficiente. Temos que acabar com isso”. E afirmou: “Se você é conservador, a ideia de que o vice-presidente poderia reverter o resultado da eleição, como o presidente Donald Trump pediu, é o conceito mais ofensivo do mundo”.
A republicana Susan Collins afirmou que Trump teve a oportunidade de recorrer à Justiça, mas que todos os processos foram rejeitados e que ele precisa respeitar as leis.
O ex-procurador geral de Trump, William Barr, disse, em nota, que orquestrar um motim para pressionar o Congresso é imperdoável: “A conduta do presidente ontem foi uma traição ao cargo e a seus apoiadores”.
Vários assessores próximos de Trump pediram demissão nas últimas 24 horas – conselheiros e oficiais importantes. Incluindo a secretária dos Transportes, Elaine Chao, casada com o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell.
O procurador interino da capital federal americana disse nesta quinta que Trump pode ser investigado pelo discurso que fez pouco antes da invasão do Congresso. Ele disse que qualquer pessoa que desepenhou um papel com evidências que se encaixem nos elementos de um crime, vai ser indiciada.
No fim do dia, a porta-voz do presidente fez um pronunciamento em nome de toda a Casa Branca.

“A violência que vimos ontem foi deplorável, repreensível e uma antítese ao jeito americano de ser. Aqueles que desrespeitaram a lei devem ser processados. Os que trabalham nessa casa estão trabalhando para uma transição de poder ordenada. É hora de unir e rejeitar a violência.”

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