Bolsonaro: com voto eletrônico em 2022, vai ser a mesma coisa que nos EUA

O presidente Jair Bolsonaro disse na manhã desta quinta-feira, 7, que se o Brasil ainda tiver apenas voto eletrônico em 2022, o país viverá a mesma situação que os Estados Unidos estão enfrentando com eleitores contestando o resultado da eleição. Na quarta-feira, centenas de simpatizantes do presidente americano, Donald Trump, que não reconhecem a sua derrota para o democratra Joe Biden, invadiram o Capitólio, prédio que abriga o Legislativo do país.

“O que aconteceu nas eleições americanas? Basicamente, qual foi o problema, a causa da crise toda? A falta de confiança no voto. O pessoal votou, potencializaram o voto nos Correios por causa da tal da pandemia e houve gente que votou três, quatro vezes, mortos votaram, foi uma festa, ninguém pode negar. Então, a falta de confiança levou a esse problema que está acontecendo lá. Aqui, no Brasil, se tiver o voto eletrônico, vai ser a mesma coisa. A fraude existe”.

Em outro ponto da fala, feita a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, ele subiu o tom e disse que a situação no Brasil poderá ser ainda pior. “Se não tivermos o voto impresso em 2022, uma maneira de auditar os votos, nós vamos ter problemas maiores que os Estados Unidos”, disse.

“A falta de confiança levou a esse problema que está acontecendo lá (nos EUA). Aqui, no Brasil, se tiver o voto eletrônico, vai ser a mesma coisa. A fraude existe”

Os questionamentos à segurança da urna eletrônica são recorrentes nas falas de Bolsonaro e de seus apoiadores mais radicais. No ano passado, sem apresentar qualquer prova — assim como nas acusações feitas ao processo eleitoral americano –, ele chegou a afirmar que houve fraude na eleição presidencial de 2018, vencida por ele, insinuação que voltou a repetir na conversa com apoiadores nesta quinta-feira. “Eu só fui eleito porque tive muito voto em 2018”, afirmou.

Eleição presidencial

Apesar de falar em 2022, o presidente disse que isso não significava que ele iria disputar a reeleição. “Eu não estou dizendo que vou ser candidato, que vou disputar a eleição”, afirmou. Pouco antes, no início da conversa com os simpatizantes, ele também deu declaração na mesma linha: “Não tenho obsessão pelo mandato, sede de poder”.

O presidente, que já participou de manifestações de apoiadores em que foram pedidos o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, disse que sempre respeitou a democracia. “Tudo o que me acusaram que eu seria (na eleição de 2018) eu não fui. Da minha parte, não tem nenhum ato antidemocrático, não tem perseguição a nenhuma categoria, negro, gay, gordo, careca, nordestino, nada”, declarou.

 

 

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