Prefeituras definem plano de ação para evitar acidentes após mortes em cabeça d'água em MG


Plano de estudos vai definir protocolo a ser seguido por cada atrativo turístico a longo prazo. De imediato, prefeituras farão panfletagem para turistas e divulgações em redes sociais. Um plano de estudos vai definir protocolos de segurança a serem seguidos nos atrativos turísticos do complexo de cachoeiras de São João Batista da Glória, São José da Barra e Capitólio (MG). A medida foi definida pelas prefeituras em reunião realizada na tarde desta quinta-feira (7). O encontro foi organizado após três pessoas morrerem em decorrência de uma cabeça d’água no último final de semana no local.
A reunião contou com os prefeitos das três cidades, além de representantes da Defesa Civil, Polícia Militar, Polícia Militar Ambiental, Corpo de Bombeiros e Marinha. Empresários locais também estiveram presentes.
De acordo com o prefeito de Capitólio, Cristiano Gerardão (PP), foram definidas ações de curto e de médio prazo para que acidentes fatais como o ocorrido no último sábado (2) sejam evitados. Gerardão destaca que um plano de estudos para estabelecer protocolos corretos a serem seguido por cada atrativo turístico será desenvolvido.
“Em médio prazo estamos trabalhando questões de leis, dentro dos nossos municípios, após um plano de estudo bem elaborado e bem executado indicar o procedimento e o protocolo correto a ser seguido por cada atrativo turístico. Cada município agora vai entrar em contato com os proprietários de atrativos eco culturais, chama-los para uma reunião, passar a eles esse plano de ação e buscar com eles essa parceria para que a gente possa caminhar juntos”, disse o prefeito.
Prefeituras definem plano de ação para evitar acidentes após mortes em cabeça d’água em MG
Cacá Trovó/EPTV
Em relação às ações em curto prazo, o prefeito revelou que será realizado trabalho de panfletagem junto aos turistas indicando medidas de segurança. Além disso, ele destaca que este mesmo tipo de ação pode ser desenvolvida também por meio das redes sociais.
“Vamos trabalhar a questão da comunicação e da divulgação para os turistas via panfletagem dentro dos atrativos turísticos. A gente pode estar fazendo isso também de maneira digital, para atingir e levar informação a eles [pelas redes sociais]. Podemos também criar vídeos de prevenção e cuidados relacionados à cabeça d’água junto à Defesa Civil”, falou.
Cristiano Gerardão pontuou, ainda, que outra medida a curto prazo será a de realização de treinamentos para proprietários dos atrativos ecoturísticos com o Corpo de Bombeiros e com a Defesa Civil.
Três pessoas morreram após cabeça d’água atingir complexo de cachoeiras em MG
Corpo de Bombeiros/Divulgação
O G1 entrou em contato com a administração do parque onde aconteceu a cabeça d’água. Foi informado à reportagem que o local possui as autorizações necessárias para funcionamento e que este foi o primeiro acidente em 13 anos de funcionamento do parque. O local irá permanecer fechado durante os próximos dias.
O G1 também entrou em contato com a Prefeitura de São João Batista do Glória. O departamento de comunicação da administração municipal apontou que o acompanhamento das famílias é de responsabilidade do município Capitólio. Questionada sobre o alvará de funcionamento do parque, a prefeitura não comentou sobre o caso até esta publicação.
Relembre
Três pessoas morreram no acidente causado por uma cabeça d’água no sábado (2) em um complexo de cachoeiras, entre São João Batista do Glória e Capitólio. Os corpos das jovens Elayla Chagas Resende Corrêa, 24 anos, e Helen Cristina Santos de Oliveira, 27 anos, foram velados e enterrados em Oliveira na tarde deste domingo (3).
Elayla Chaga Resende Corrêa e Helen Cristina Santos de Oliveira morte cachoeira Capitólio moradoras Oliveira
Reprodução/Facebook Prefeitura de Oliveira
Já o corpo de Jardyan Resende de 23 anos foi localizado na segunda-feira (4). Ele foi sepultado um dia depois no Cemitério Paroquial São Miguel, em Oliveira (MG). A informação foi confirmada ao G1 pela funerária Santa Cruz.
Imagens feitas pelo drone de um turista que estava no local mostram o momento em que a cabeça d’água atingiu o complexo de cachoeiras e arrastou pessoas que estariam na água. Muitas conseguem sair correndo para as pedras. Outras imagens também mostram turistas ilhados sobre pedras no complexo de cachoeiras.
Segundo o Corpo de Bombeiros, três pessoas foram arrastadas pela água. Pelo menos 19 pessoas foram atingidas pela cabeça d’água. Onze pessoas foram socorridas pelo helicóptero, sendo quatro crianças e quatro mulheres. Duas pessoas socorridas pelo Arcanjo tiveram fraturas nos membros inferiores. Já a equipe de solo resgatou cinco pessoas e retiraram os dois corpos.
* Estagiária sob supervisão de Franco Junior e Lara Silva
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