‘Censura das redes sociais pune movimento conservador, mas aceita ódio da esquerda’, diz Constantino

A rede social Parler, usada por apoiadores do presidente dos Estados UnidosDonald Trump, foi desativada da internet nesta segunda-feira, 11. Os seguidores de Trump estavam usando a plataforma como alternativa desde que o republicano foi banido do Facebook, do Instagram e do Twitter por tempo indeterminado após a invasão ao Capitólio. O Parler foi suspenso da loja de aplicativos do Google e da Apple, e a Amazon informou que não forneceria mais serviços de computação em nuvem para a rede social. O comentarista Rodrigo Constantino, do programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, disse que essa censura é uma forma de “asfixiar o trumpismo e o que ele e a direita nacional populista representam” para os norte-americanos. Além disso, acusou as empresas de seguirem um “viés progressista” e terem um “filtro ideológico”, que pune grupos ligados ao movimento conservador, mas ignora o “ódio do bem” da esquerda.

“O que fizeram com o Parler vai para um outro degrau de clima de distopia. Isso tem que servir de reflexão para supostos liberais que gostam de repetir que são empresas privadas, e que se não gosta migra para outra. Mas eles não permitem migração, estão agindo como editores, e pior, estão invalidando a concorrência. O Parler era uma alternativa [para a direita] e foi derrubado por esse oligopólio”, afirmou. “Há um filtro ideológico que persegue, pune, desmonetiza grupos ligados ao movimento conservador, mas tem salvo conduto para o ‘ódio do bem’ da esquerda. As redes sociais permitem que a esquerda destile ódio, enquanto censuram a direita. Essas big techs estão em campanha para a destruição da direita”, continuou Constantino.

Impeachment de Trump

Ele comentou, ainda, sobre o pedido de impeachment protocolado hoje pelos membros do partido Democrata contra Trump. Na ação, os representantes acusam o presidente dos Estados Unidos de “incitação à insurreição” e afirmam que os discursos feitos por ele na última semana foram responsáveis pela violência registrada por apoiadores no Capitólio no dia 6 de janeiro. Para o comentarista, esse segundo pedido de impeachment é “mais absurdo e patético” do que o primeiro, motivado por um suposto esquema com a Ucrânia para ajudá-lo a conquistar a reeleição. “A invasão do Capitólio é algo inaceitável, mas eu não vi Trump incitar a violencia em momento algum. Ele não fez, é uma falácia, ele disse ‘vamos marchar até lá e fazer nosso processo’. (…) Eles querem extirpar os apoiadores de Trump da política. É muito difícil a gente aceitar a associação de todos os que votaram no Trump à minoria que invadiu o Capitólio. A maioria condenou, rechaçou. É uma narrativa que visa destruir os republicanos mais conservadores da política”, afirmou Constantino.

Assista ao programa na íntegra:

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