Partido Republicano precisa de mais homens como Ronald Reagan e menos como Donald Trump

Ronald Reagan foi reeleito presidente dos Estados Unidos em 1984. Venceu em 49 dos 50 estados; conquistou 525 delegados eleitorais contra apenas treze do adversário, o democrata Walter Mondale. Durante os dois mandatos, fez uma reforma radical de impostos, extinguiu regulamentações, ridicularizou e ajudou a derrubar a União Soviética. Não arranjou briga à toa, não causou tumulto para alvoroçar seus seguidores, ficou para a história como um dos líderes mais bem-sucedidos de seu tempo. Mais ou menos o contrário de Donald TrumpSim, eu sei que as redes sociais banem com muito mais facilidade contas da direita. Sim, o Twitter e o Facebook fazem vista grossa quando a esquerda estimula a violência. Isso não desmente o fato de que os últimos atos de Trump como presidente foram patéticos. Trump vai deixar a Presidência pela porta dos fundos: tendo perdido para um adversário fraco, sem apoio do próprio partido, censurado por empresas, diante de uma ameaça de impeachment. Seu governo teve lados positivos, é verdade, mas sua postura no final do mandato foi a pior que se poderia esperar de um presidente. 

Mas e as fraudes nas eleições americanas? Bem, na época do impeachment de Dilma, meus amigos de esquerda diziam que o afastamento da presidente era golpe pois, segundo eles, ela não havia cometido crime de responsabilidade. Eu argumentava que, na democracia, não sou eu ou o dono da padaria quem decide se houve crime, mas o Congresso Nacional e o STF. A mesma coisa vale para as eleições americanas. Houve fraudes? Provavelmente sim. Suficientes para mudar o resultado? O Wall Street Journal, que não é nenhum jornal de esquerda, acha que não. De qualquer forma, quem decide sobre isso por lá é a Justiça. Trump moveu dezenas de ações nas justiças estaduais e na Suprema Corte americana contestando os resultados, e foi largamente ignorado pela Justiça. Numa situação dessas, é mais maduro seguir as regras do contrato.  

Reagan defendia abertura econômica, o capitalismo, os empresários como grandes produtores de riqueza, a legalização de imigrantes. O neoconservadorismo de seus aliados era pouco reacionário ou religioso: significava principalmente usar a força militar americana para defender a liberdade em outros países. Já Trump nunca se entusiasmou com um livre mercado internacional. Verdade que fez uma bela reforma tributária, mas não tão profunda quanto a de Reagan. Seus aliados nutrem o chamado “paleoconservadorismo” que surgiu nos anos 1990 – um conservadorismo menos capitalista, mais ligado aos sulistas e a questões religiosas. O Partido Republicano precisa de mais homens como Reagan e menos como Trump – não só nas ideias, mas no comportamento em momentos de crise e, principalmente, em momentos de derrota.

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