Por sua competência e experiência, o empresário Altevir Seidel, ligado a estruturas metálicas, guindastes e transporte, acompanha uma etapa em que a obra ainda não começou no canteiro: levar peças pré-fabricadas da fábrica ao local de montagem sem avarias ou improvisos. A logística operacional deve integrar as áreas de produção, carga, rota e recebimento.
Uma estrutura pode ser preparada para a instalação, contudo, ainda está sujeita a impactos, torções, deslocamentos e dificuldades de acesso. O transporte não se resume a um mero deslocamento. É imprescindível que sejam preservadas as características originais da peça e que seja preparada sua chegada à sequência correta de montagem.
Esse procedimento é essencial para reduzir paradas e evitar que a equipe encontre componentes fora de posição, sem espaço para descarga ou incompatíveis. A operação inicia-se com o fornecimento de informações técnicas e conclui-se quando a carga está devidamente apoiada no ponto de utilização.
Planejamento antes de carregar a estrutura
O planejamento deve incluir dimensões, peso, centro de gravidade, pontos de apoio e forma de descarga de cada componente. Essas informações são fundamentais para a escolha da carreta, dos acessórios de amarração e da melhor forma de distribuição das peças. É imprescindível que a carga seja transportada de maneira estável, sem que sofra esforços inadequados.
A ordem de carregamento também interfere no canteiro. Caso uma peça necessária no início da montagem se torne inacessível sob outros elementos, o transporte terá cumprido apenas metade de sua função. É imprescindível que a sequência considere o projeto, a disponibilidade do guindaste e o espaço reservado para recebimento.
Altevir Seidel especifica que essa etapa está relacionada ao trabalho com estruturas metálicas, munck, guindaste e transporte. A leitura prévia do conjunto permite alinhar veículo, acessórios, equipe e destino, evitando que uma decisão tomada na fábrica gere dificuldade durante a descarga ou o posicionamento final.

A rota influencia a segurança da carga
A escolha de uma rota para o transporte de uma carga não se baseia exclusivamente na distância. A altura de viadutos, a largura de acessos, as curvas, as inclinações, o pavimento, as árvores, os cabos e as restrições de circulação podem alterar o percurso adequado. É imprescindível que a vistoria observe o trajeto real, e não apenas uma representação no mapa.
Em trechos estreitos, uma estrutura longa pode exigir manobras que alteram a distribuição dos esforços sobre o veículo. Em áreas rurais ou industriais, a irregularidade do solo e a ausência de acesso preparado podem comprometer a aproximação até o local de montagem. A antecipação desses pontos é essencial para evitar paradas em locais inadequados.
Sendo assim, Altevir Seidel considera que o transporte deve estar em perfeita sincronia com a obra. Caso a carreta chegue antes da liberação do espaço, a carga pode permanecer estacionada em condições não ideais de proteção. A chegada tardia ao canteiro, seja do equipamento de içamento ou da equipe, resulta em perda de produtividade e aumento do número de movimentações intermediárias.
Amarração, proteção e descarga sem improviso
É crucial que a amarração mantenha cada elemento na posição prevista durante frenagens, curvas e mudanças de piso. É imprescindível que as cintas, os apoios e os pontos de fixação sejam compatíveis com a carga, sem exercer pressão sobre regiões frágeis ou promover contato direto entre peças suscetíveis à abrasão.
A proteção contra chuva, poeira e impactos depende do tipo de material utilizado. Componentes metálicos, painéis, treliças e módulos podem exigir separadores, calços ou cobertura específica. É imprescindível ressaltar que os cuidados não se encerram quando o veículo estaciona, sendo necessária a continuidade da descarga, que deve seguir uma sequência combinada.
Após uma análise minuciosa, Altevir Seidel conclui que o transporte de estruturas pré-fabricadas demanda uma integração eficiente entre o motorista, a equipe de carga, o operador do guindaste e os responsáveis pelo canteiro. É imprescindível que cada participante esteja ciente de onde a peça será recebida, qual acessório será utilizado e quando a área estará liberada para a movimentação.