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    Desenvolvimento sustentável e econômico devem andar juntos

    O Brasil tem um papel fundamental para frear as emissões de gases do efeito estufa (GEE), e o desenvolvimento sustentável de nossos biomas é essencial para isso. Para debater o tema, a JBS realizou, em parceria com o Grupo Abril, o webinar Biomas: Desenvolvimento Sustentável da Amazônia, do Cerrado e do Pantanal, mediado pela jornalista Rosana Jatobá.

    Na abertura do evento, o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, reafirmou o esforço da companhia em fazer parte da solução climática. “Somos a segunda maior empresa de alimentos do mundo e a líder no setor de proteínas. Compreendemos nossa responsabilidade e vamos fazer nossa parte. Na JBS, a sustentabilidade não é parte da estratégia, ela é a própria estratégia.” A empresa assumiu o compromisso de zerar o balanço líquido de suas emissões de gases causadores do efeito estufa, ou seja, reduzir a intensidade de liberações diretas e indiretas e compensar toda a emissão residual até o ano de 2040.

    Inovar é parte fundamental dessa transformação. No painel “Tecnologia a favor da sustentabilidade dos biomas”, dois especialistas debateram o tema. Osmar Bambini, CIO e cofundador da Um Grau e Meio, falou sobre a plataforma da empresa, que utiliza inteligência artificial para emitir alertas em tempo real sobre incêndios ao cruzar informações vindas de satélites, imagens de câmeras posicionadas em torres instaladas em fazendas, dados meteorológicos e histórico de fogo no local. “No futuro, esperamos monitorar a regeneração, a volta das espécies, da vida às florestas”, comentou ele. A JBS é uma das empresas que trabalham com a Um Grau e Meio e está investindo em um projeto no Pantanal que vai monitorar 2 milhões de hectares, com a expec-
    tativa de reduzir em mais de 50% as áreas queimadas.

    A bióloga e pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia Ludmila Rattis, que também participou do painel, comentou que há tecnologia de grande impacto positivo no desenvolvimento sustentável que ainda não é amplamente utilizada. “Quanto mais mantivermos a floresta em pé, maior será nossa produção agrícola. Além disso, essa floresta é fundamental para regular a emissão de gases de efeito estufa”, explicou ela.

    A presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), Marina Grossi, e o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Marcello Brito, também participaram do webinar enviando seus depoimentos sobre a importância da preservação e do desenvolvimento sustentável dos biomas. Para Marina, em uma economia de baixo carbono, o Brasil oferece soluções que nenhum outro país tem. E, segundo Brito, os biomas da Amazônia, do Cerrado e do Pantanal são regiões com importância ímpar para o desenvolvimento do Brasil.

    Proteger e desenvolver a região amazônica é justamente o objetivo do Fundo JBS pela Amazônia. Com um investimento mínimo de 250 milhões de reais nos primeiros cinco anos, aportados pela JBS e por outros parceiros, o Fundo investe em projetos para ampliar a conservação da floresta e o desenvolvimento sustentável das comunidades que vivem na região. O Fundo tem por meta alcançar 1 bilhão de reais em investimentos conjuntos da própria JBS e de parceiros até 2030.

    “A gente sabe que sozinho não faz nada. A Amazônia é importante para o Brasil e para o mundo. Precisamos trabalhar juntos para trazer o desenvolvimento sustentável para a região”, afirmou Joanita Maestri Karoleski, presidente do Fundo JBS pela Amazônia, no segundo painel do evento, intitulado “Setor privado como indutor do desenvolvimento sustentável da Amazônia”.

    O Fundo já apoia seis projetos, um deles é o RestaurAmazônia, da Fundação Solidaridad, que pretende trabalhar com 1 500 famílias produtoras ao longo de cinco anos. “As comunidades podem dar uma grande contribuição para enfrentar as mudanças climáticas. E o objetivo nesse período é criar um legado de autossuficiência na região”, explicou Rodrigo Castro, diretor da Fundação Solidaridad, que também participou do painel.

    O chef especializado em culinária amazônica Felipe Schaedler, do restaurante Banzeiro, concordou dizendo que “as pessoas mais importantes são as que vivem na floresta. Precisamos valorizá-las para que essas ações que estão sendo faladas neste webinar tenham começo e meio, mas não tenham fim. Para que elas sejam eternas”. No final do evento, um vídeo do RestaurAmazônia mostrou a história de famílias que participam do projeto, reforçando o ponto colocado por Joanita: “Juntos a gente faz melhor”.

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