Jovem é condenado a 26 anos de prisão por roubar, matar e abandonar corpo de professor em estrada de Formosa

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Fabiano Rabelo, de 35 anos, foi encontrado com 15 perfurações de faca pelo corpo. Acusado também foi condenado por corrupção de menor; defesa estuda recorrer da decisão. Fabiano Rabelo Mendonça foi encontrado morto em estrada de terra, em Formosa, Goiás
Reprodução/Facebook
O jovem Deiwyd Matheus Fernandes Martins, de 19 anos, foi condenado a 26 anos de prisão por matar e roubar o professor Fabiano Rabelo, de 35 anos, que foi encontrado com 15 perfurações de faca pelo corpo em uma estrada de Formosa, no Entorno do Distrito Federal. O carro, celular e tablet dele foram levados pelo acusado.
O advogado do jovem, Antonio Wanderlaan, informou ao G1 que estuda recorrer da decisão.
O Juiz Fernando Oliveira Samuel também decidiu, na última segunda-feira (9), por condená-lo pelo crime de corrupção de menores. Conforme a sentença, um adolescente de 15 anos o ajudou a matar o professor. Consta que o laudo de exame papiloscópico atestou a existência de impressões digitais do adolescente no carro que foi roubado da vítima.
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Conforme sentença, imagens da câmera de segurança de uma residência próxima de onde o veículo do professor foi encontrado mostram o acusado e o adolescente caminhando juntos e que também há mensagens de texto entre o criminoso e o garoto momentos antes do crime.
Fabiano era doutorando em ciências sociais, mestre em direitos sociais e era conhecido por atuar no Conselho Municipal de Educação de Formosa e em trabalhos sociais. Pelos amigos e colegas, ele é lembrado como uma pessoa que trabalhava pela educação igualitária de forma determinada.
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Reprodução/Facebook
Crime
O professor foi morto dia 5 de dezembro, mas o corpo só foi achado no dia seguinte. A Polícia Civil também indiciou o criminoso pelo crime de tortura, por entender que as facadas foram em locais não vitais.
No entanto, a Justiça concluiu que não houve tortura e que o crime ocorreu pelo fato de o criminoso querer as senhas bancárias do professor, além de outros pertences, o que configura latrocínio.
“A informação pretendida pelo acusado seriam as senhas bancárias, torna evidente que, ao fim e ao cabo, as senhas serviriam apenas como meio para se conseguir o dinheiro depositado nas contas bancárias. Logo, a tortura não seria para a informação por ela mesma, mas antes para conseguir consumar a subtração de dinheiro creditado na conta bancária da vítima”, disse o juiz.
O réu estava preso desde o dia 7 de janeiro deste ano e já tinha passagens por tentativa de homicídios, conforme a Polícia Civil. O magistrado manteve a prisão dele em regime inicialmente fechado. No mesmo dia, o adolescente suspeito de ajudar Deiwyd também foi apreendido pela corporação. Ele foi levado para cumprir medida socioeducativa pelos atos infracionais análogos ao latrocínio.
Como o nome do adolescente não foi divulgado, o G1 não conseguiu checar se ele seguia apreendido até esta quarta-feira (11). Conforme a corporação, ele já havia cumprido medida socioeducativa por matar um idoso com problemas mentais, em 2018.
Local onde professor foi encontrado morto, em Formosa, Goiás
Divulgação/Polícia Militar
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