Bebê lontra resgatada no Pantanal de MT ganha lontrinha de pelúcia para ter companhia durante recuperação


Com pouco tempo de vida e ainda com os olhos fechados, Aya foi resgatada pela ONG Ampara Silvestre e resistiu aos incêndios no Pantanal. A lontra Aya com a lontrinha de pelúcia que ela ganhou
ONG Ampara Silvestre
A lontra Aya, resgatada ainda bebê no Pantanal de Mato Grosso na semana passada, ganho uma lontrinha de pelúcia para fazê-la companhia durante o tempo que permanecerá sob os cuidados de voluntários da ONG Ampara Silvestre.
Com pouco tempo de vida e ainda com os olhos fechados, Aya foi resgatada pela ONG e resistiu aos incêndios. O filhote deve ser solto só quando souber se proteger sozinha.
Aya ganhou o presente de pelúcia nessa quarta-feira (22) pela presidente da Ampara, Juliana Camargo. O mimo é do ‘Projeto Lontra’, organização que se dedica ao estudo e conservação do animal.
ONG posta fotos de Aya com a lontra de pelúcia
ONG Ampara Silvestre
O presente foi postado nas redes sociais da ONG.
“Aya ganhou uma lontra de companhia e não desgruda mais. Nossa presidente doou carinhosamente sua lontrinha de pelúcia do Projeto Lontra para Aya não se sentir sozinha”, diz as postagens.
Bebê lontra é resgatada no Pantanal e ganha o nome de Aya
Pedro Omar Beck/Divulgação
A ONG ressalta que o animal é muito pequeno e, por causa disso, o processo de soltura é mais demorado. Sendo assim, precisará de cuidado por um tempo.
‘Aya’ é símbolo africano que significa coragem, força, perseverança, resistência entre outras qualidades.
O resgate
O médico veterinário e responsável técnico pela Ampara Silvestre, Jorge Salomão, disse que o resgate aconteceu na região de Poconé (MT), às margens do Rio Piqueri, em Porto Jofre.
Bebê lontra é resgatada no Pantanal e ganha o nome de Aya
Uma equipe em um barco flutuante atua no local e identificou o bebê. Eles notaram que a mãe não estava presente por certo tempo e que o bebê estava atraindo jacarés e seria presa fácil para os animais.
Ele disse que a equipe não sabe o que aconteceu com a mãe para ter deixado o filhote sozinho. “Não sabemos ao certo o que aconteceu com a mãe. Eles nos acionaram e fomos buscar”, contou.
Aya estava desidratada e fraca
Instagram/Reprodução
Aya estava desidratada e fraca, mas sem ferimentos. “Este filhote estava bem desidratado e fraco, mas sem nenhum tipo de lesão, sem machucado, era somente um bebê órfão. Nós recebemos o animal, fomos direcionando o tratamento e agora ela está bem, os olhinhos já estão querendo abrir, o direito principalmente e ela já está mais espertinha do que quando chegou”, explicou.
Quanto ao tempo de permanência sob os cuidados da ONG, Salomão destaca que é necessário um longo período. “Eu acredito que ela vai ficar um bom tempo com a gente ou com o órgão ambiental do Estado, no caso a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), nosso foco é que ela se recupere logo”, prevê.
Resgates no Pantanal
Uma irara com as patas queimadas em um incêndio na rodovia Transpantaneira, em Poconé, no Pantanal, foi resgatada e levada para tratamento no último dia 3 de setembro. Um macaco-prego também foi retirado da mesma região, mas como estava sem ferimentos, será devolvido à natureza.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e o Ibama estabeleceram normas para o resgate de animais e atuação de voluntários em incêndios no Pantanal.
Segundo a Sema, a atuação foi discutida em reunião no último dia 6 de setembro, foram planejadas medidas de apoio à fauna no Pantanal mato-grossense, alinharam atribuições e procedimentos a serem adotados.
De acordo com o monitoramento realizado pela Sema até aquele momento, a intervenção no bioma ainda não é recomendada, visto que há riscos e impactos ambientais já conhecidos pela ciência de interferências no bioma.
Para os voluntários
Os órgãos ambientais esclarecem que a autorização para entidades que irão atuar com espécimes da fauna silvestre, ovos e larvas no pantanal é de responsabilidade do Ibama, assim como o controle e gestão dos animais, de acordo com a Lei Complementar 140/2011.
Ficou definido na reunião que, quando for necessário atendimento a animais fora do Pantanal, deve haver a autorização da Sema, e autorização de transporte do Ibama. No caso de transporte para fora do estado, será necessária também a aprovação prévia da organização estadual de meio ambiente de destino.
Quanto ao apoio financeiro/institucional da Sema-MT para tratamento médico veterinário do animal resgatado, quando necessário, será acionada a Coordenadoria de Fauna para verificar o local de atendimento e custos.

Ultimas notícias