Borja, Falcão Garcia e torcidas organizadas se manifestam em meio a protestos na Colômbia

As manifestações populares na Colômbia dos últimos seis dias, que resultaram na morte de 18 civis e um policial, não estão passando despercebidas no mundo da bola. Personagens importantes do futebol colombiano, como os atacantes Radamel Falcão Garcia, atualmente no Galatasaray (Turquia), e Miguel Ángel Borja, emprestado pelo Palmeiras ao Junior Barranquilla, além de René Higuita, mítico ex-goleiro da seleção, se posicionaram nas redes sociais contra a reforma tributária proposta pelo presidente Iván Duque e também à ostensiva repressão dos militares. Fora os jogadores, membros de torcidas organizadas de importantes clubes estão indo às ruas para mostrar sua indignação.

Falcão Garcia, jogador com passagens importantes por Porto, Atlético de Madrid e Roma, pediu no Twitter que os direitos humanos sejam respeitados durante as manifestações – nas redes sociais, circulam vídeos de abuso de força da polícia colombiana. “Diante da situação da Colômbia, rechaço todo ato que viole os direitos humanos. Faço um chamado pelo NÃO À VIOLÊNCIA, e peço que se valorize e se respeite o direito à manifestação pacífica”, escreveu o centroavante. Já Miguel Borja, que ainda está vinculado ao Alviverde paulista, disse ser contrário à reforma, mas também não ser a favor de Gustavo Petro, político de esquerda e rival de Iván Duque nas eleições de 2018. “Estou contra a reforma, mas não sou a favor de Petro”, diz uma mensagem publicada pelo atleta.

James Rodríguez, camisa 10 da seleção colombiana e jogador mais talentoso do país dos últimos anos, no entanto, ainda não falou sobre o tema em suas redes sociais. O meio-campista do Everton (Inglaterra), inclusive, está sendo cobrado por fãs para se posicionar. O pedido acontece enquanto as torcidas uniformizadas de Atlético Nacional, Indepiendente de Medellín, Millionarios, Junior Barranquilla, Once Caldas e de outros grandes clubes estão indo às ruas e convocados seus membros para reclamar do projeto apresentado, mas já descartado pelo presidente colombiano. No domingo, 2, Iván Duque retirou a proposta que já estava sendo debatida no Congresso após a má repercussão da oposição e da população, que enxergam o projeto como uma forma de punir as classes baixa e média com o aumento do imposto por valor agregado que incide em bens e serviços. A revolta fez com que o ministro das Finanças, Alberto Carrasquill, renunciasse ao cargo.

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