Cada vez mais sofisticados, crimes virtuais avançam nas redes sociais

O ator Paulo Goulart Filho teve a conta do Instagram ‘sequestrada’. Ele explica que estava tentando verificar o próprio perfil na rede social, e, para isso, precisou fornecer uma série de dados, como senha, e-mail e número de celular. Ele ficou surpreso quando viu que sua conta não existia mais. Pouco tempo depois, Paulo recebeu um e-mail de criminosos pedindo 800 dólares para a devolução do perfil. “E-mail, senha, atualizando todas as minhas informações e acredito que já deviam ser os hackers trabalhando e eu não sabia, porque estava com símbolo do Instagram. Era uma conta que estava crescendo, estava com 148 mil seguidores e crescendo. Estou morando nos Estados Unidos agora, estava começando a trabalhar com mídias sociais e Instagram e agora tenho que começar tudo de novo”, relata. Paulo nem sabia, mas estava conversando com uma conta falsa do Instagram, criada exatamente para cometer esse tipo de crime. O ator ainda está tentando recuperar o perfil, mas até agora não teve resposta da plataforma, por isso, criou uma conta nova para amigos e fãs.

O especialista em crimes de internet, Wanderson Castilho, explica que essa prática é muito comum não só no Instagram, como em diversas redes sociais e com chamarizes diferentes. “Muita gente pensam: ‘Ah, tinha a minha conta de rede social, em geral, e ela não tinha informações importantes’. Veja, tem informações muito importantes. Tem a sua imagem, o seu nome, os seus contatos. Se ela pegou a sua senha, ela pode usar a mesma senha, o que não é recomendado, as pessoas usam a senha em todos os seus outros logins e acabam invadindo outras contas. Mudar a senha, se for igual, é a primeira coisa”, afirma. Depois disso, é recomendado registrar um boletim de ocorrência. Para quem quer recuperar a conta na rede social, também é possível entrar com medidas judiciais caso não haja retorno da plataforma. No mês passado, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que amplia as penas por crimes de furto e estelionato praticados com o uso de dispositivos eletrônicos; o texto, agora, volta para aprovação do Senado.

*Com informações da repórter Beatriz Manfredini

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