Com discurso na Cúpula do Clima, Bolsonaro tira o palanque da oposição

A participação do Brasil na Cúpula do Clima, realizada na última quinta-feira, 22, foi cercada de grande expectativa. Os críticos do governo e a oposição estavam salivando, prontos para criticar cada palavra proferida pelo presidente Jair Bolsonaro. Pelo bombardeio que o país tem recebido da comunidade internacional e de alguns ativistas internos, e conhecendo o espírito beligerante do capitão, era de se esperar que seu pronunciamento fosse carregado com chumbo grosso. Conscientes de que o presidente não leva desaforo para casa, alguns já haviam se antecipado, criticando o que ele diria. Pois é, não disse. No livro que acabei de lançar, em coautoria com Rachel Polito, “Os segredos da boa comunicação no mundo corporativo”, analisamos uma teoria bastante curiosa da psicologia, e que se aplica muito bem à situação enfrentada nesse encontro virtual por Bolsonaro – a reatância. Segundo o seu idealizador, Jack Brehm, há reatância psicológica quando os indivíduos procuram resgatar a liberdade perdida ou que se encontra ameaçada. Reagem nos momentos em que se sentem pressionados por argumentos adversos, que tentam desviá-los do rumo que pretendiam seguir. Isto é, mostram-se resistentes ao processo de persuasão.

E o que tudo isso tem a ver com o discurso de Bolsonaro? Simples. A maioria supunha que o presidente tentaria se defender dos ataques recebidos, apontando o dedo na direção daqueles que não tiveram escrúpulos em preservar o meio ambiente de seus países, pois priorizaram principalmente o desenvolvimento industrial. Os críticos mais contundentes haviam se fechado para não aceitar qualquer tipo de argumentação nesse sentido. Por mais consistentes que pudessem ser as ponderações de Bolsonaro, estavam prontos a rechaçá-las. Mais ou menos o “não vi e não gostei”. Sabendo que a reação poderia ser essa, o presidente contrariou as certezas oposicionistas e fez um discurso conciliador. Foi um verdadeiro estrategista da palavra. Refutou a reatância, uma das objeções mais difíceis de serem enfrentadas. Destacou as conquistas ambientais do Brasil, e não apenas de seu governo, como alguns críticos tentaram alardear, e, de braços abertos, se colocou à disposição do mundo para tornar o planeta um local melhor para se viver. Irretocável. Deixou todo mundo de boca aberta.

A reação foi muito positiva entre aqueles que efetivamente desejam o bem-estar da humanidade pela preservação do meio ambiente. Entenderam o espírito conciliador do gesto de Bolsonaro. Para não perder o hábito, entretanto, pipocaram uns comentários aqui e ali, próprios dos insatisfeitos de plantão. O mais interessante foi o de John Kerry, enviado especial dos Estados Unidos para as questões do clima. Ele elogiou o discurso de Bolsonaro, classificando-o como “muito bom”. Como, entretanto, os planos brasileiros para o meio ambiente são ousados, foi natural que ele dissesse: “A questão é: eles vão cumprir? Como será feito e de que forma?” A resposta parece ser simples – o próprio presidente apresentou a solução em seu discurso ao dizer que era com a grana de todos. Ninguém de bom senso pode supor que sozinho, para salvar o mundo, o Brasil vai dar conta dessa preservação.

Bem, aí fui ler as críticas tupiniquins. Haaam, beeem, huuum – alguns engasgaram, pois não estavam prontos para ouvir o que ouviram. Apelaram, então, para as narrativas: ele mentiu. E eu me perguntei: ‘Peraí, mentiu em que momento? Não me lembro de ter ouvido alguma informação equivocada’. Depois veio a explicação: mentiu porque não vai cumprir o que prometeu. Só me faltava essa: mentira do futuro do presente! Outra crítica. Ele mudou o tom. Agora veio com essa conversa fiada. Nesse caso foi fácil de entender. Não fez o discurso que alguns queriam para servir de palanque aos opositores. Por isso, acharam que falar de maneira mais suave foi um erro. Quando Bolsonaro erra, saio na frente para desancá-lo, como já ocorreu em diversas oportunidades, mas quando acerta, como nesse caso, sou o primeiro a puxar a fila para enaltecê-lo. Quem age diferente é adepto do quanto pior melhor. Siga no Instagram @polito.

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