É #FAKE que Ministério da Saúde e Anvisa não recomendam vacinar menores de 18 anos contra a Covid-19


Boato tem se espalhado nas redes. Ministério da Saúde destaca a nota técnica 36, que recomenda a ampliação da oferta da vacinação contra a Covid-19 para a população de 12 a 17 anos. Já a Anvisa afirma que ‘não houve alteração em relação às indicações aprovadas para as vacinas contra Covid-19 em uso no Brasil’. Circulam nas redes sociais mensagens que dizem que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Saúde passaram a não recomendar a vacinação contra a Covid-19 para menores de 18 anos. É #FAKE.

G1
A mensagem falsa diz que o Ministério da Saúde, em consonância com a Anvisa, atualizou o plano de vacinação contra Covid, recomendando que menores de 18 anos não sejam vacinados e, caso já tenham tomado a primeira dose, que não recebam a segunda. A mensagem expõe como “prova” um texto antigo, totalmente desatualizado.
Procurado pelo G1, o Ministério da Saúde afirma que a lei 14.190/2021 autoriza a inclusão de crianças e adolescentes com deficiência permanente, com comorbidade ou privados de liberdade, no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19. E reforça que, no momento, somente o imunizante da Pfizer está autorizado para aplicação em crianças e adolescentes acima de 12 anos com comorbidades.
“A recomendação consta da Nota Técnica nº 36 do Ministério da Saúde que, conforme registrado pela Anvisa, considerando dados recentes de efetividade e segurança, a vacina Comirnaty do fabricante Pfizer/Wyeth está autorizada para o uso em crianças e adolescentes com 12 anos de idade ou mais”, diz a nota.
A nota técnica 36, que continua valendo, afirma que “o Ministério da Saúde, amparado também pelas discussões realizadas na Câmara Técnica Assessora em Imunização e Doenças Transmissíveis, opta por recomendar a ampliação da oferta da vacinação contra a Covid-19 para a população de 12 a 17 anos sem comorbidades, com início a partir de 15 de setembro de 2021 e exclusivamente com o imunizante Comirnaty do fabricante Pfizer/Wyeth, obedecendo a seguinte ordem de prioridade”:
População de 12 a 17 anos com deficiências permanentes
População de 12 a 17 anos com presença de comorbidades
População de 12 a 17 anos gestantes e puérperas
População de 12 a 17 anos privados de liberdade
População de 12 a 17 anos sem comorbidades
De acordo com o Ministério da Saúde, a partir de agora será possível seguir com os próximos passos da campanha de vacinação. “O Ministério da Saúde começa a enviar vacinas para imunizar adolescentes, entre 12 e 17 anos, com comorbidades.”
Uma outra versão da mensagem falsa afirma que a Anvisa emitiu no dia 10 de setembro uma atualização no Plano de Imunização e não recomenda inocular menores de 18 anos. Procurada pelo G1, a Anvisa afirma que “não houve alteração em relação às indicações aprovadas para as vacinas contra Covid-19 em uso no Brasil”.
A nota esclarece que “conforme as bulas aprovadas pela Anvisa, hoje a única vacina autorizada para a faixa de 12 a 17 anos é a vacina Comirnaty, da Pfizer”. E conclui: “A indicação da Anvisa é que se atenda as indicações aprovadas em bula”.
A infectologista Luana Araújo fez um post sobre o assunto em seu perfil no Instagram. “Requentaram um trecho do programa nacional de imunização desatualizado e colocaram para vocês como se fosse uma coisa atual. É mentira. Tanto é mentira que em 2 de setembro o próprio Ministério da Saúde, o próprio Programa Nacional de Imunização, soltou uma nota regulamentando e organizando essa vacinação nos menores de 18 anos, entre 12 e 17.”
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A vacina ministrada a menores de 18 anos é segura. Ainda em março, os laboratórios Pfizer e BioNTech anunciaram que o imunizante demonstrou eficácia de 100% nos adolescentes com idades entre 12 e 15 anos. Ele já tinha autorização para ser aplicado em jovens a partir dos 16 anos.
É #FAKE que Ministério da Saúde e Anvisa não recomendam vacinar menores de 18 anos
Reprodução
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