Empreendedorismo cresce e anima quem perdeu emprego na crise

Olga Nascimento trabalha na área comercial de uma empresa de software. Mas, por causa da pandemia, entrou em home office. Ela diz que o gestor sinalizou diversas vezes que a empresa enfrentava um momento delicado financeiramente. Diante da insegurança de uma possível demissão, Olga decidiu que era hora de empreender. “O gestor sempre falou que estava difícil, complicado. Eu fui ficando insegura. E como já tinha essa vontade, fui amadurecendo com a minha irmã e abrimos o Marioh.”

Com a ajuda da irmã Maria Pagioro, de 62 anos, a família decidiu colocar em ação um sonho antigo: trabalhar com moda. Foi então que, no mês de julho, nasceu o brechó Marioh, junção do nome das duas fundadoras. As agora empresárias dizem que todo trabalho é feito online. “Na verdade a gente não tem uma loja física ainda. A gente só vende pela internet. A gente tem um site, montamos com a assessoria. Então as vendas são só online através do Instagram e Facebook.”

Assim como as irmãs Maria e Olga, milhões de brasileiros também precisaram se reinventar em tempos de pandemia. Só para se ter uma ideia, o Brasil caminha para registrar o maior número de empreendedores da sua história. Nos nove primeiros meses de 2020, o número de microempreendedores individuais (MEI) no país cresceu 14,8% em comparação com o mesmo período do ano passado. Com isso, o número chegou a mais de 10 milhões de registros. Mas, afinal, como se preparar para para empreender em tempos tão difíceis?

De acordo com o palestrante e consultor em liderança César Souza, a pandemia trouxe grandes transformações. Por isso, os empresários devem se reinventar. “Ela está tendo que encontrar uma forma de ir até o cliente. Felizmente a tecnologia favorece isso. Por outro lado elas têm que encontrar uma nova forma de delivery, para que os produtos cheguem ao cliente. As pessoas hoje não vão mais nas lojas para comprar.” Ainda segundo César Souza, o comportamento do consumidor mudou. Por isso as empresas precisam se relacionar com os clientes e humanizar o atendimento.

“A principal mudança que eu vejo e procuro incentivar é que paremos de vender produto e serviço, mas uma solução. Se torne imprescindível ao cliente. Mesmo que a solução naquele momento não seja o que você é capaz de envolver. Você forma uma rede de clientes em um condomínio, em uma região.” Foram 1,15 milhões de novas formalizações entre o fim de fevereiro, pouco antes do início da pandemia, até o fim de setembro, segundo dados do Portal do Empreendedor do governo federal. Somados às mais de 7,5 milhões de micro e pequenas empresas, esse setor representa 99% dos negócios privados e 30% do produto interno bruto (PIB) do país.

*Com informações da repórter Caterina Achutti

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