Família de jovem brasileiro achado morto nos EUA joga cinzas do corpo no litoral de SP


Anderson Silva Sodre, de 26 anos, era de Sorocaba (SP) e foi encontrado morto em um apartamento em San Francisco, nos Estados Unidos, no dia 4 de agosto; cinzas foram jogadas em Praia Grande, no litoral paulista. Família de brasileiro achado morto nos EUA joga cinzas do corpo no litoral de SP
Reprodução / Instagram
As cinzas do corpo do brasileiro Anderson Silva Sodre, de 26 anos, que foi achado morto em um apartamento na Califórnia, no dia 4 de agosto, foram jogadas neste sábado em Praia Grande, no litoral de SP. A informação foi divulgada pela família do jovem em uma rede social neste sábado (25).
Anderson ou Ander Jackson, como gostava de ser chamado, era de Sorocaba (SP) e ficou conhecido com vídeos de humor na internet. Ele tinha cerca de 116 mil seguidores no Instagram. A família dele chegou a organizar uma vaquinha online para conseguir arcar com as despesas de trazer o corpo ao país.
“Não esqueça de brilhar. Essa foi nossa última despedida. Olhe por nós aí de cima, meu amor, te amamos muito”, escreveu a irmã.
Investigação
O Departamento de Polícia de South San Francisco (SSFPD), na Califórnia, afirmou ao g1 no dia 13 de agosto que o caso a morte de Anderson Silva Sodre é tratada como suicídio.
De acordo com a polícia, o jovem foi encontrado morto no apartamento, localizado na região sul de San Francisco, e não havia sinais de crime ou qualquer evidência de que ele tivesse sido assassinado. Além disso, a autópsia feita no corpo apontou que a causa da morte foi suicídio.
Anteriormente, a mãe do jovem chegou a afirmar em um vídeo compartilhado nas redes sociais que o caso estava sendo investigado como assassinato e que a família queria Justiça.
O g1 tentou contato com a família do brasileiro na época, mas não obteve retorno.
Brasileiro saiu de Sorocaba para cuidar de crianças nos EUA
Arquivo pessoal
Homenagem
Anderson ficou conhecido na internet através da publicação de vídeos de humor e somava 117 mil seguidores no Instagram.
Uma das amigas do jovem, Nicole Pagatzzi, que mora em Wilton, no estado de Connecticut, publicou uma homenagem no Facebook em memória do amigo.
Para ela, o jovem era uma pessoa do bem e sempre será luz para a família e os amigos. Confira o post:
Amiga de Anderson publicou homenagem nas redes sociais
Reprodução/Facebook
Episódios de racismo
No ano passado, Anderson denunciou episódios de racismo nos Estados Unidos, país onde trabalhava e morava desde dezembro de 2018. Inicialmente, ele se mudou para os EUA para participar de um programa para cuidar de crianças em Orono, cidade próxima a Minneapolis.
Durante os dois meses em que viveu com a família na cidade, Ander Jackson afirmou que foi obrigado a manter a limpeza dentro e fora da casa. Na ocasião, o frio acumulava gelo no quintal.
Jovem de Sorocaba foi achado morto na última quarta-feira (4) na Califórnia
Arquivo pessoal
“Eu não tinha ninguém para conversar, muito menos brasileiro. Eu sabia que algo estava errado e eu comecei a expor a situação a eles. Disseram que mudariam a posição, mas nada aconteceu”, contou.
Nos dias seguintes, a família deixou de levá-lo a encontros com amigos ou para sair com conhecidos.
“Um dia foram para a casa de um amigo para jantar. Não queriam me falar e eu entendi que foi pela cor da minha pele, porque todos eram brancos. Era uma família sem amizade com nenhum negro, nunca vi foto, nem nada”, disse.
Ander afirmou que tinha que limpar dentro e fora da casa
Arquivo pessoal
O estopim para o fim do relacionamento entre o brasileiro e os americanos ocorreu depois de ele ter tido o horário controlado nas folgas e respondido por atividades que não eram de responsabilidade da função dele.
Após ter deixado a região, o jovem passou a dividir aluguel com amigos na Califórnia. A renda era mantida com um trabalho de motorista por aplicativo.
Família do jovem mora em Sorocaba (SP)
Arquivo pessoal
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