Justiça decreta prisão de motorista suspeito de matar advogado na frente da família após discussão no trânsito em SP


A pedido da Polícia Civil, a Justiça decretou a prisão temporária de comerciante suspeito de atirar em Daniel Mourad Mazjoub, de 47 anos, na frente da esposa e do filho de 17 anos da vítima. Crime aconteceu no sábado (7) na Zona Norte da capital paulista. Assassino fugiu e é procurado. Polícia investiga assassinato de advogado morto com um tiro na frente da família
A Justiça decretou a prisão temporária do motorista identificado pela Polícia Civil como suspeito de balear e matar um advogado na frente da família da vítima durante discussão no trânsito, na noite do último sábado (7), na Zona Norte de São Paulo. O crime ocorreu na véspera do Dia dos Pais, no domingo (8) e foi gravado por uma câmera de segurança (veja vídeo acima).
O assassino fugiu e é procurado pela polícia. O motorista, que não teve o nome divulgado, trabalha como comerciante. Ele é suspeito de atirar no advogado Daniel Mourad Mazjoub após baterem boca na Avenida Nova Cantareira, em Santana.
A vítima tinha 47 anos. Ela morreu após sair de seu carro, um Jeep Compass branco, para discutir com o condutor de um Audi A4 prata, segundo familiares ouvidos pelo G1. O disparo atingiu o tronco de Daniel.
A expectativa do 20º Distrito Policial (DP), Água Fria, que investiga o caso como homicídio doloso, era de que o motorista suspeito se apresentasse nesta terça-feira (10) na delegacia. Mas isso não ocorreu até a última atualização desta reportagem.
“A autoridade policial está em tratativas com o representante legal do suspeito, já identificado, para que ele se apresente na unidade territorial”, chegou a informar a Secretaria da Segurança Pública (SSP) por meio de nota divulgada por sua assessoria de imprensa na segunda-feira (9).
“Estamos investigando o caso para tentar prender o investigado”, falou nesta terça-feira (10) o delegado Hélio Bressan, do 20º DP.
A investigação analisou as imagens das câmeras de segurança para identificar e localizar o suspeito pelo assassinato, que foi embora após o crime. Pelas imagens, é possível ver Daniel descendo do seu Jeep e indo até o Audi. Há um movimento dele em direção ao motorista do Audi e, neste momento, ele é atingido por um disparo e volta caminhando mais lentamente para o seu carro. O Audi sai em alta velocidade depois.
O que os amigos dizem
Daniel Majzoub, 47 anos, morto a tiros após discussão de trânsito na Zona Norte de São Paulo, neste sábado (7)
Reprodução/Redes Sociais
Segundo amigos da vítima, eles souberam que o condutor do Audi teria “fechado” o automóvel do advogado na avenida, e Daniel foi tirar ‘satisfações’.
A esposa do advogado e o filho mais velho do casal, de 17 anos, ficaram dentro do Jeep e viram quando Daniel caiu no chão. Ele ainda chegou a ser socorrido com vida por uma ambulância. Foi levado ao Pronto Socorro do Hospital São Camilo, mas não resistiu ao ferimento e morreu depois, de acordo com a Secretaria da Segurança.
O vereador Fernando Holiday (Novo), um dos amigos da vítima, chegou a fazer uma postagem na sua rede social no Instagram para lamentar o assassinato de Daniel. O advogado era neto de libaneses.
“Gostaria de deixar registrado que o Daniel era um exemplo para todos e em especial para comunidade árabe de São Paulo. Se preocupava com o próximo e era caridoso. Espero que a polícia consiga esclarecer esse crime”, falou o político nesta segunda-feira (9) ao G1.
Vereador Fernando Holiday se manifestou pelas redes sociais sobre a morte do advogado Daniel Majzoub, neste sábado (7)
Reprodução/Redes Sociais
Enterro e armas
O advogado foi enterrado no domingo (8) no Cemitério Islâmico de Guarulhos, na Grande São Paulo. Ele deixa a esposa e três filhos (de 17 anos, 2 anos e 1 ano), segundo amigos. A arma do crime ainda não foi identificada e apreendida.
O Brasil dobrou o número de armas nas mãos de civis em apenas três anos, de acordo com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
Em 2017, segundo a Polícia Federal, o Sistema Nacional de Armas (Sinarm) contabilizava 637.972 registros de armas ativos. Ao final de 2020, o número subiu para 1.279.491 – um aumento de mais de 100%.

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