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    MEI de venda de kombucha cresce 70% e segue tendência do setor de bebidas


    Microempreendedora individual criou uma empresa de kombucha, bebida fermentada e natural, e com o crescimento pretende tornar o negócio uma microempresa em sociedade com uma parceira de trabalho. Comércio de bebidas foi a atividade que mais cresceu entre os Microempreendedores Individuais (MEIs) no primeiro semestre de 2021. O negócio de Ana Paula Paim Ferreira, que vende kombuchas em Florianópolis, faz parte dessa estatística e cresceu em receita quase 70% no último ano.
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    A alta no segmento de bebidas foi apontada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com base em dados da Receita Federal. Segundo o estudo, o comércio varejista de bebidas entre os MEIs aumentou 84,28%, se comparado com o mesmo período de 2020.
    Por causa da pandemia, a compra de bebidas por meio de canais digitais, como aplicativos e e-commerce, tornou-se um novo hábito para muitos consumidores e isso estimulou uma entrada grande de MEIs nesse ramo e fez crescer o negócio de quem já atuava no setor.
    A kombucha vendida pela Ana Paula ainda abrange um outro setor em alta: o de bem-estar. Ela é uma uma bebida saudável, natural e gaseificada, boa alternativa a bebidas alcoólicas e refrigerantes. É produzida a partir da fermentação de chá, adição de açúcar e scoby, uma cultura de bactérias e leveduras que fazem bem ao organismo.
    “A procura aumentou depois da pandemia, porque as pessoas começaram a olhar mais para a saúde e procurar alimentos e bebidas mais saudáveis. A kombucha entrou nessa onda”, afirma Ana Paula.
    Cristina e Ana Paula vendem kombuchas e comemoram crescimento das vendas durante a pandemia
    Arquivo pessoal
    Expansão do negócio
    Ana Paula começou a produzir kombuchas para consumo próprio. Depois, compartilhou a ideia com as amigas, que gostaram da bebida, mas acharam muito difícil o preparo. Foram essas amigas as grandes incentivadoras para que a produção se tornasse um negócio, a Ayo.
    Em 2019, em um processo ainda muito caseiro, Ana Paula passou a vender a bebida e recebeu a ajuda da amiga Cristina Fagundes Prates. O negócio tem dado tão certo que o próximo passo é passar de MEI para microempresa. Dessa forma, elas serão sócias.
    Logo no início da produção, elas perceberam a necessidade de profissionalizar o negócio. Para isso, fizeram consultoria com o Sebrae, cursos para entender mais sobre a fabricação da bebida, participaram de muitas feiras e eventos e criaram um rótulo para as garrafas, com todas as informações nutricionais.
    Atualmente, elas comercializam 570 litros de kombucha por mês, uma média de 250 garrafas de 1 litro e 500 garrafas de 450ml.
    As kombuchas da Ayo são vendidas pelas redes sociais e por entregas na casa dos clientes e também em estabelecimentos comerciais da região.
    “Nossa maior divulgação foi o boca a boca, as pessoas gostaram e foram divulgando. Também intensificamos o uso do Instagram, que impulsionou as vendas”, conta Cristina.
    O sucesso chegou junto com muito trabalho. Tudo, desde a produção até a venda e as entregas, é feito apenas por Ana Paula e Cristina. A fábrica de kombuchas fica no terreno do sítio em que Ana Paula mora e o processo de fermentação e preparo da bebida leva em torno de 15 dias.
    As empresárias e o fermentador de kombucha
    Arquivo pessoal
    Por enquanto, a maior parte do lucro tem sido investido no próprio negócio, principalmente na melhorias dos equipamentos necessários para a fermentação da kombucha.
    “Meu negócio tem coração e significado, com muita coragem de empreender nessa etapa da minha vida, aos 48 anos. Trabalhar com um produto que traz benefícios pra saúde está alinhado com meu propósito de vida. Isso me motiva a continuar”, diz Ana Paula.
    “É legal demais ver que todo nosso esforço está trazendo bons resultados. Empreender não é fácil, mas quando a gente vê o resultado, tudo vale a pena”, completa Cristina.

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