Não é tão difícil cair em fake news, e o responsável por isso é o seu cérebro

Com certeza você conhece alguém que caiu em fake news. E, quando isso aconteceu, provavelmente você pensou: “Como que essa pessoa acreditou nisso? É óbvio que essa informação não é verdadeira!”. É difícil admitir, mas as chances de você também já ter caído são grandes. Mas o que nos faz acreditar nas notícias falsas? O nosso cérebro. Um dos “mecanismos” que ele usa para dar significado às coisas é procurar informações que confirmem nossa visão do mundo. Quando nos deparamos com algum fato que nos faz questionar algo em que acreditamos, é comum ficarmos angustiados. E é deste sentimento que o cérebro tenta nos “poupar”.

Para evitar este incômodo, o cérebro pode até distorcer alguns fatos. Em outras palavras, a gente tem uma tendência a acreditar no que é confortável pra nós. E o que nos faz compartilhar fake news? Um estudo mostrou que as pessoas não somente utilizam aquela notícia, mesmo quando duvidosa, para confirmar suas crenças, como também para convencer os outros e obter destaque no seu grupo. Esse comportamento teria sido desenvolvido na evolução humana para conseguirmos vantagens sociais ou a cooperação.

Diversos motivos levam as pessoas a fabricar fake news. Por exemplo: interesses políticos, ficar famoso ou até mesmo render likes em perfis nas redes sociais. O problema é que, atualmente, somos “bombardeados” com um volume muito grande de informações, e é cada vez mais difícil ter tempo para separar o que é verdadeiro do que é falso. Vale dizer que as consequências das notícias falsas são bem reais e já estão aparecendo. Na área da saúde, por exemplo, as fake news sobre as vacinas causaram a volta de doenças que já estavam erradicadas há anos, como a poliomielite. Isso é muito sério! Por isso, é importante estarmos sempre atentos e questionarmos tudo o que a gente lê e ouve, verificar a fonte, a data e o contexto das notícias!

Quando o assunto for saúde, vale desconfiar das informações que chegarem via grupos de WhatsApp e outras redes sociais. Às vezes, soluções simples — e a internet está cheia delas — podem ser confortáveis no presente, mas trazer complicações futuras. O mundo contemporâneo está repleto de informações que, quando bem utilizadas, podem ser muito interessantes para o nosso pensamento crítico, para o diálogo, para a aceitação de pensamentos diferentes ao nosso e para nossa evolução. Entretanto, a gente precisa se esforçar pra fazer um bom uso desse mundo de informações! Se quiser sugerir algum tema, escreva para mim: [email protected] ou no Instagram @dra.camilamagalhaes. Até a próxima!

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