Persistência de situações estressantes pode prejudicar sistema imunológico e desencadear doenças

Você sabia que 20% dos moradores de São Paulo apresentam ansiedade ou estresse com sofrimento significativo e que esta taxa está entre as mais altas do mundo? Estes são dados do estudo São Paulo Megacity, realizado em amostra de adultos com mais de 18 anos de idade residentes na região metropolitana da cidade e parte do consórcio mundial do World Mental Health Survey. Mas, afinal, o que é estresse? A palavra estresse se popularizou com o significado de nervosismo e tensão, mas, na verdade, é um mecanismo fisiológico do organismo necessário para a nossa sobrevivência. Quando estamos diante de uma situação de perigo, temos uma reação imediata em que liberamos uma série de mediadores químicos, como a adrenalina, que provoca o aumento do batimento cardíaco, aumento da pressão arterial, o sangue é desviado para os músculos que precisam estar fortalecidos para que, diante do problema, a gente possa enfrentar ou fugir.

E como é o estresse do mundo moderno? O estresse do homem das cavernas era enfrentar um predador, mas o nosso estresse de hoje resulta do acúmulo de pequenos problemas que se repetem todos os dias, como um mercado de trabalho exaustivo e super competitivo, uma maratona de atividades com a casa e com os filhos, fora o tempo que perdemos no trânsito. Mas todo mundo reage da mesma forma diante de situações que causam estresse? Não, a reação de cada um depende da genética, do temperamento, da personalidade e da maneira de cada um perceber, assimilar e enfrentar situações. Por exemplo, no trânsito, alguns brigam e se irritam, e outros ouvem música.

A persistência de situações estressantes pode ter consequências danosas ao sistema imunológico, endócrino, nervoso, levando a vários sintomas como desinteresse, perda de memória e concentração, insônia, desânimo, perda de energia, irritabilidade, aumento da pressão arterial, dores musculares, taquicardia ou até mesmo desencadear doenças como psoríase, vitiligo e herpes. Mas o estresse pode levar a tudo isso? Sim, e se você tem algum destes sintomas, procure um profissional de saúde. E não se esqueça de cuidar mais da sua alimentação, caminhar um pouco mais, tentar encontrar maneiras de enfrentar seus problemas com menos sofrimento, fazer atividade física, leitura e lazer e, inclusive, encontrar um tempo para não fazer nada.  É bom lembrar que não existem problemas sem solução, de uma forma ou de outra a gente pode encontrar uma saída.

E se você quiser sugerir algum tema, escreva para mim no Instagram @dra.camilamagalhaes
Até a próxima!

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