Saiba o que é orquialgia: a dor testicular crônica

O Doutor Marco Antonio Quesada Ribeiro Fortes é médico urologista, graduado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutorado pela Universidade Federal de São Paulo. Atualmente exerce a função de cirurgião geral, com especialidade em prostatectomia robótica, uma cirurgia minimamente invasiva, contra a cura do câncer de próstata. Com mais de 20 anos de experiência na área, o especialista explica o que é orquialgia, quais são as causas e como tratar.

A Orquialgia é uma dor testicular crônica que ocorre com a inflamação de condições como epididimite, orquite e até mesmo câncer de testículo. Ou seja, são originadas de patologias testiculares ou extratesticulares. As dores podem aparecer de forma súbita, caracterizadas por altas intensidades e aumento de volume. Clinicamente, o termo orquite crônica é utilizado para descrever um quadro doloroso, com duração superior a 6 meses, podendo ser chamada também de idiopática.

O Mestre e Doutor em urologia Marco Antonio Quesada Ribeiro Fortes conta que muitas coisas podem ocasionar a orquialgia crônica, dentre elas agentes etiológicos bacterianos como a E. coli, Pseudomonas SP, a N. gonorrhoeae e a C. trachomatis. Também, procedimentos cirúrgicos na virilha ou escrotal e, em menor grau, as veias dilatadas dos testículos, conhecidas como varicoceles. Contudo, é importante não tratar as possíveis causas como se todas fossem orquialgia, pois algumas se resolvem com procedimentos minimamente invasivos.

No caso da orquialgia, as dores impossibilitam o trabalho e as atividades cotidianas, como o sono, porque pode ser acordado pela dor, então é preciso de um quadro de tratamento mais definitivo. Para isso, é realizado um teste que comprove o isolamento da inervação que caminha do cordão inguinal até o testículo, ou seja, o médico urologista precisa “desnervar” por meio microcirúrgico e, assim, alcançar a eficiência.

O Doutor Marco Antonio Quesada Ribeiro Fortes diz que o procedimento provoca a cura e a melhora do quadro de dor do paciente em até 97% dos casos. É seguro e rápido, levando cerca de 2 horas. Porém, há casos em que é recomendado a retirada do testiculo, mas, segundo estudos, a dor permanece em pelo menos 50% dos casos, o que não mostra ser uma boa saída. Por isso, sempre faça exames de rotina e vá ao médico, pois quanto mais rápido se descobre, melhores são as chances de tratamentos benéficos.

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