A estante de livros virou a decoração preferida para as videoconferências

Um inusitado efeito colateral da avassaladora entrada das videoconferências no cotidiano de um sem­-número de pessoas é a volta à cena de um tipo de móvel que, na era digital, perdera um tanto do seu charme: a estante de livros. De repente, ela se transformou na decoração de fundo preferida de quem se põe diante da câmera de smart­phones e notebooks para participar, em especial, de reuniões de trabalho ou de entrevistas (no caso de jornalistas de TV, naturalmente as duas modalidades se esbarram).

É compreensível. Aquele desfile estático de romances, volumes de ensaio, biografias etc. ao longo de prateleiras e prateleiras ajudaria a incutir um ar de respeitabilidade, de cultura, de conhecimento de causa à fala de quem aparece no vídeo. Para os que se posicionam do lado oposto, haveria ainda a irresistível tentativa de descobrir o que as lombadas revelariam sobre o intelecto do interlocutor. Como de praxe, a internet não perdeu a chance de fazer piada com a novidade. Assim, as bibliotecas domésticas exibidas nas chamadas de vídeo viraram memes rapidamente.

No Twitter, o perfil Bookcase Credibility, em tom bem-humorado, assegura: “O que você diz não é tão importante quanto a estante de livros atrás de você”. A página se propõe a analisar uma suposta credibilidade das coleções de obras de quem participa de programas de televisão por meio de videochamada. Pontuando alto em todos os quesitos propostos, o âncora da rede americana CNN Anderson Cooper, que tem transmitido direto de sua casa, levou o prêmio como um dos fundos de estante de maior bom gosto.

Um viral divertido é a paródia de um anúncio que mostra um suporte de papelão com uma falsa estante de livros impressa. Apresentado como “perfeito para atores, jornalistas e comediantes”, ele poderia ser adquirido ao preço de 150 euros (cerca de 1 000 reais). A fotomontagem foi criada pelo ilustrador madrilenho Eduardo Berazaluce. E, para quem não tem o indispensável acessório, os apps já permitem retirar o fundo da transmissão em um recorte digital bastante grosseiro e trocá-lo por outro, falso — nesse caso, buscando no Google a imagem da estante dos sonhos.

Publicado em VEJA de 20 de maio de 2020, edição nº 2687

Continua após a publicidade

Ultimas notícias

Após título do Flamengo, Gabigol zoa Thiago Galhardo: ‘Seu moleque’

O atacante Gabriel Barbosa, do Flamengo, não perdeu a oportunidade de tirar uma onda com Thiago Galhardo, do Internacional, após a conquista do oitavo...

Ex-namorada de Arthur, do ‘BBB 21’, o defende de ataques: ‘Nunca foi um abusador’

Arthur Picoli, participante do “BBB 21”, começou a ser chamado de “abusador” nas redes sociais após fazer algumas brincadeiras de teor sexual junto com...

MC Kevin troca farpas com MC Livinho e se gaba: ‘Agora é fácil vir atrás de mim’

Os cantores MC Livinho e MC Kevin trocaram farpas pelas redes sociais por meio de lives no Instagram. A confusão começou porque Kevin disse...

Saiba quem corre risco de desenvolver e como tratar o transtorno de estresse pós-traumático

Quando vivemos situações emocionalmente intensas, parece que somos capazes de lembrar todos os detalhes, não importa quanto tempo se passou. Às vezes, ver uma...
Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com