Cooperação com os EUA impediu dois prováveis atentados no Brasil

O Homeland Security,  departamento de segurança interna dos Estados Unidos, tem ajudado a polícia a evitar atentados  no Brasil. A cooperação impediu recentemente duas tragédias. A mais recente, na última quinta-feira, em Goiás. Com base em informações repassadas pelo órgão americano, investigadores detiveram um adolescente de 16 anos que estaria planejando atacar escolas em Goiânia. O rapaz usava vários perfis falsos na internet e se apresentava como admirador do nazismo. Os detalhes da operação ainda não foram revelados.

Na sexta-feira 21, a Polícia Civil de Brasília prendeu uma mulher de 19 anos que também estaria planejando ataques a uma escola . Na casa dela,  foram encontrados dois simulacros de armas com munições de airsoft, que estariam sendo usados para treinar pontaria. Tudo indica que a jovem tem problemas mentais, o que elevou ainda mais o nível de preocupação das autoridades. O caso também ainda se encontra em apuração.

No ano passado, também em Brasília, a polícia prendeu um homem de 19 anos que pretendia explodir uma bomba em um bar no centro da capital. Com ele, os investigadores encontraram dois artefatos que tinham capacidade, se detonados, de provocar inúmeras mortes. Este ataque também foi evitado a partir de informações repassadas pelo governo americano.

Segundo o delegado Giancarlos Zuliani Junior, da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos de Brasília,  a parceria entre os dois governos tem sido fundamental para o sucesso das investigações  “O governo americano envia informações que têm permitido abortar atentados”, diz o delegado. Os supostos terroristas foram identificados, explica o policial, a partir do monitoramento da chamada  Dark Web, o submundo da internet onde não há regras.

As informações do governo americano são repassadas ao  Ministério da Justiça e analisadas pelo Laboratório de Operações Cibernéticas.  “A internet é uma biblioteca virtual onde tudo está indexado. A Deep Weeb é uma biblioteca 400 vezes maior que a internet comum, onde os dados estão todos desindexados. É é uma ‘sala’ onde tudo está escuro e os dados estão todos escondidos”, ressalta o coordenador do Laboratório, Alessandro Barreto.

O ministro da Justiça, Anderson Torres, disse a VEJA que a cooperação entre os dois países e as ferramentas tecnológicas que estão sendo desenvolvidas têm sido decisivas para impedir os atentados. “Crimes planejados na internet exigem das forças policiais muita antecipação e elevada capacidade de inteligência de dados”, disse Torres. “Por isso a importância e se utilizar ferramentas tecnológicas modernas para que essas pessoas sejam descobertas a tempo de salvar vidas”.

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