Constantino: MTST é ‘patotinha contratada por criminoso comunista’ e mostra atraso no Brasil

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) ocuparam a sede da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), no centro da capital paulista, na tarde desta quinta-feira, 23. Os ativistas afirmaram que protestam contra a fome, a desigualdade social e o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). “Urgente! O MTST acaba de ocupar a bolsa de valores, no centro de São Paulo, para gritar que a única ação que a gente tem na nossa carteira é a ação direta. Aqui são formados os bilionários do sistema financeiro, aqueles que ficam ricos às custas da nossa pobreza”, diz o comunicado publicado nas redes sociais. À Jovem Pan, a administração da Bolsa de Valores afirmou que o protesto ocorre de forma pacífica e não afeta as operações. Em julho, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) iniciou uma mobilização no mercado financeiro com objetivo de arrecadar R$ 17,5 milhões com a emissão de um certificado de recebíveis do agronegócio, uma modalidade de título de renda fixa utilizada para financiar o produtor ou a cooperativa agrícola tendo como lastro a própria produção. Pouco após a movimentação no local, a bolsa subiu.

O comentarista do programa “3 em 1”, da Jovem Pan, Rodrigo Constantino, afirmou que a ação na Bolsa de Valores é um retrato do atraso no Brasil e uma campanha de incentivo à reeleição de Jair Bolsonaro, já que permitiria que os mercados “lembrassem” quem é Lula e Guilherme Boulos. “Essa patotinha contratada por um criminoso comunista vagabundo que não gosta muito de trabalhar e que cai em contradição e incoerência, porque o braço rural do mesmo movimento tenta captar milhões na bolsa e eles vão lá invadir atacando a bolsa”, disse. Para ele, há um problema em classificar o ato como uma “ocupação”, já que eles seriam uma “invasão”, e o que é popularmente chamado de movimento social são “grupos armados, criminosos” para servir aos interesses do ex-presidente petista. “A mídia vai chamar isso de ‘protestos democráticos’ enquanto chamou milhões nas ruas com suas famílias em um ato bonito e patriótico cantando o hino de verde e amarelo de ‘atos golpistas e antidemocráticos’, isso mostra em que sintonia está não só a mídia, como muitos empresários”, afirmou, citando as entrevistas que Luiza Helena Trajano deu afirmando que o país tem fome e taxando como “curioso” que há pouco tempo atrás esses grupos tenham falado que “a economia fica para depois” e agora eles só falem em economia.

Confira o programa desta quinta-feira, 23, na íntegra:

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