Ministério aprova dose de reforço para profissionais de saúde


Ministro Marcelo Queiroga anunciou que o reforço deve ser feito preferencialmente com a Pfizer, a partir de seis meses após a imunização completa. Brasil recomendou suspender vacinação de adolescentes; no Reino Unido, decisão de vacinar com uma dose de Pfizer se deu nesta semana.
Getty Images via BBC
O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (24) que aprovou a dose de reforço para profissionais de saúde. O anúncio é uma ampliação do público, já que antes a aplicação da vacina era liberada pela pasta apenas para os idosos acima de 70 anos e imunossuprimidos.
“Acabamos de aprovar a dose de reforço para profissionais de saúde, preferencialmente com a Pfizer, a partir de seis meses após a imunização completa”, escreveu o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em seu perfil no Twitter.
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Em agosto, quando anunciou que o reforço seria administrado, Queiroga chegou a anunciar que os médicos e demais profissionais da área estariam no público prioritário. Como a previsão não se confirmou, a categoria cobrava a inclusão.
A prefeitura de São Paulo relata que houve crescimento da contaminação desses trabalhadores, principalmente que atuam na linha de frente da pandemia e liberou a lista da xepa aos profissionais de saúde.
A vacinação com a dose de reforço para os dois primeiros públicos foi liberada pelo governo federal a partir de 15 de setembro.
Assim como os profissionais de saúde, podem tomar o reforço os idosos com mais de 70 anos que completaram o esquema vacinal há mais de seis meses. No caso das pessoas com baixa imunidade (imunossuprimidos), é preciso ter tomado a segunda dose há ao menos 28 dias.
Entenda quem são os imunossuprimidos
As pessoas com baixa imunidade são chamadas de imunossuprimidas ou imunocomprometidas.
Esse grupo considera, por exemplo, pessoas com câncer, pessoas vivendo com HIV, transplantados e outros com o sistema imune fragilizado, o que deixa o paciente mais suscetíveis a infecções.
Pessoas transplantadas de órgão sólido ou de medula óssea;
Pessoas com HIV e CD4 10 mg/dia ou recebendo pulsoterapia com corticoide e/ou ciclofosfamida;
Pessoas em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias;
Pessoas com neoplasias hematológicas;
Pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos seis meses.
VÍDEO: Especialista fala sobre dose de reforço da vacina contra Covid-19
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