Satisfação x lamentação: os sentimentos de Abel e Cuca após a 1ª semifinal

O empate sem gols na primeira das semifinais da Libertadores entre Palmeiras e Atlético Mineiro, nesta terça-feira, 21, no Allianz Parque, opôs claramente sentimentos ao final de 95 minutos disputados. Do lado palmeirense, Abel Ferreira era só satisfação. Cuca, por sua vez, não hesitou em dizer publicamente que faltou sorte para sua equipe sair vencedora. A partida decisiva entre os rivais ocorre no próximo dia 28, às 21h30, no Mineirão.

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“Minha equipe foi muito inteligente sem bola. Fomos astutos, perfeitos, uma equipe adulta que sabe o que quer. Agora, com bola, aí é a questão que temos que ver onde melhorar. Mas isso do ponto forte do adversário era isso, tivemos transições no lado esquerdo, mas a qualidade das decisões não foram as melhores. Tivemos essa oportunidade, três na primeira etapa. Era essa a nossa ideia, atacar o ponto mais forte do adversário porque é ali que ele dá espaço”, disse o treinador palmeirense.

Mesmo dentro da própria casa, Abel não se furtou em adotar uma tática que viu funcionar neste ano contra si quando foi eliminado para o CRB-AL, dentro de casa, pela terceira fase da Copa do Brasil. Os alagoanos confessaram terem cedido quase integralmente a bola ao rival, entendendo que poderiam encontrar brechas para contra-atacar. Funcionou.

Hulk desperdiça pênalti diante do Palmeiras no Allianz Parque –Fernando Bizerra/Getty Images

Ao final daquele jogo, Abel esbravejou contra o sistema do técnico Allan Aal pela larga diferença nas estatísticas apresentadas pelas equipes na partida: 34 finalizações do Palmeiras contra duas do rival, além de 71% de posse. Foi o que aconteceu agora.

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Mesmo em casa, o Palmeiras finalizou apenas quatro vezes a gol, nenhuma delas no segundo tempo, enquanto viu o Atlético Mineiro ter oito chances, além de perder um pênalti com Hulk. Em posse, 41% contra 59%. O time também trocou menos passes que o rival: 181 diante 252, sendo 74% certos contra 87%. O números são do Sofascore.

Abel optou por escalar Felipe Melo de início para trazer mais sustentação defensiva, enquanto Rony, uma válvula de escape ofensiva por sua velocidade, ficou incumbido de não deixar o lateral Guilherme Arana jogar. O posicionamento foi claro: se fechar dentro do próprio campo e atacar só se possível.

“Sim [a estratégia deu certo] posso dizer que saiu como queríamos. Nós sabemos que o Atlético tem um lateral que ataca muito, o Arana. E nossas transições eram por lá”, externou Abel.

Cuca lamentou o pênalti perdido e falou de amplo domínio atleticano –Andre Penner/Getty Images

Cuca não titubeou ao dizer que viu o Atlético superior “em todos os quesitos”. “Jogamos na casa do adversário, um adversário que tem a mesma força do que nós, e fomos melhores em todos os quesitos do jogo. Posse de bola, finalizações, perdemos um penal. Isso a gente não pode deixar passar em branco. O Palmeiras não teve finalizações no segundo tempo, e jogar aqui não é fácil”, explicou o treinador.

A perda do pênalti foi a única lamentação do treinador, que se apoia no bom desempenho como mandante na temporada para poder definir o confronto. A última vez que foi batido em seus domínios em um jogo eliminatório foi em 2018, quando perdeu por 2 a 1 para o Fluminense, pela terceira fase da Copa do Brasil. Desde então, são 24 jogos consecutivos sem perder.

“Criamos algumas oportunidades para fazer o gol, perdemos o pênalti, que é uma coisa que acontece, se é 20 cm pra cá, entra. E aí muda a história do jogo, porque aí o Palmeiras tinha que sair para o jogo e, quem sabe, aí seria um jogo mais aberto ainda”, lamentou Cuca.

Líder do Campeonato Brasileiro, com 45 pontos – sete a mais que o Palmeiras, o segundo colocado -, e sem ser derrotado desde 4 de agosto, há 11 partidas, a equipe mineira espera se impor no decisivo confronto. Abel, por sua vez, acredita que a segunda parte da tática que pensou possa ser executada com perfeição para eliminar o rival. Um novo 0 a 0 leva a decisão para os pênaltis.

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