O futuro da Fundação Gentil: Por que o projeto de Eloizo Gomes Afonso Duraes está mais relevante do que nunca

Diego Velázquez
Diego Velázquez Notícias
4 Min de leitura
Eloizo Gomes Afonso Duraes

Há projetos sociais que envelhecem: foram criados para responder a uma necessidade específica de um momento histórico e, quando esse momento passa ou quando as condições mudam, perdem relevância e eventualmente desaparecem. E há projetos que se tornam mais necessários com o tempo, porque as desigualdades que os motivaram não apenas persistem, mas se aprofundam. A Fundação Gentil Afonso Duraes, criada por Eloizo Gomes Afonso Duraes em 2003, pertence inequivocamente ao segundo grupo.

As desigualdades que motivaram o projeto seguem presentes

As crianças vulneráveis que chegaram às primeiras aulas de informática no Jaguaré em setembro de 2003 eram filhas de uma desigualdade social que, mais de vinte anos depois, segue sendo uma das características mais persistentes e dolorosas da sociedade brasileira. Os índices de vulnerabilidade infantil, de defasagem escolar, de exclusão digital e de insegurança alimentar que orientaram as decisões de Eloizio Gomes Afonso Duraes na fundação do projeto continuam presentes, em muitos casos agravados por crises econômicas e sociais que o Brasil atravessou na última década.

Isso significa que a missão da Fundação Gentil não está cumprida. Está em andamento, tão urgente e relevante hoje quanto era em seus primeiros dias de operação.

Uma estrutura preparada para o próximo ciclo

A reformulação de 2019, que transformou a Fundação numa Organização Social com estrutura de governança mais robusta, foi, entre outras coisas, uma preparação para o futuro. A nova arquitetura institucional cria condições para que a entidade amplie seu alcance, diversifique suas fontes de financiamento, estabeleça parcerias mais estratégicas e aprofunde seu impacto nos territórios onde já atua.

Eloizo Gomes Afonso Duraes
Eloizo Gomes Afonso Duraes

Eloizo Gomes Afonso Duraes construiu, ao longo de mais de duas décadas, não apenas uma fundação com história: construiu uma instituição com futuro. A diferença entre as duas é exatamente a presença de uma estrutura capaz de operar e crescer de forma sustentável, independentemente das circunstâncias imediatas.

O legado que já existe e o que ainda será construído

Para qualquer análise honesta da trajetória de Eloizio Gomes Afonso Duraes, é preciso distinguir entre o legado já consolidado e o que ainda está sendo construído. O legado existente é significativo: centenas de crianças atendidas em dois decênios, programas integrados de educação, saúde e cultura funcionando de forma consistente em quatro estados, uma reformulação institucional bem-sucedida e uma reputação construída na coerência entre valores e ações.

O que ainda está sendo construído é igualmente promissor: uma entidade mais forte, mais bem posicionada institucionalmente e com mais capacidade de ampliar seu impacto nas comunidades que mais precisam de suas ações. Cada criança que passa hoje pelo portão 13 do CEAGESP, que aprende a usar um computador, que canta num coral ou que recebe cuidados odontológicos que de outra forma não teria acesso, é parte de um futuro que Eloizo Gomes Afonso Duraes começou a construir em 2003 e que, com tudo que foi erguido até aqui, tem fôlego e estrutura para continuar crescendo por muito mais tempo.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

Compartilhe esse artigo
Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *